Das Metas às Ações

Vimos que tudo começa a existir no invisível, e os sonhos representam importantes sementes que precisam ser cultivadas e vivenciadas. Sua materialização começa a ser feita quando as transformamos em metas, podendo ser de diferentes tipos, conforme abordamos no artigo anterior.

Metas são como o placar de uma partida de qualquer esporte. Como seria um jogo de futebol, basquete ou tênis, se não houvesse um placar? Além de monótono, qual seria o sentido? Nas olimpíadas, vemos recordes sendo superados por novos recordes. Eles se transformam em novas metas que, mais cedo ou mais tarde, serão também superadas num processo sem limites.

Mas como chegar lá? Como chegar a qualquer lugar? Naturalmente, precisamos de um caminho. Se estamos dirigindo, até há pouco tempo, tínhamos os guias e os mapas, que faziam este papel. Hoje temos aplicativos como o Waze ou o Google Maps. Ele ainda vai além. Buscam o trajeto mais rápido, ou o mais curto, oferecem alternativas de rotas e se, no meio do caminho, surgem mudanças no tráfego, indicam um novo roteiro.

Da mesma maneira, para atingirmos as nossas metas, precisamos de um caminho, que é o papel do Plano de Ação. Na sua construção, também haverá alternativas de rota, de recursos, de prazos, de pessoas que precisarão ser envolvidas e o que nos cabe. Também estaremos sujeitos a ajuste de rumo, conforme os acontecimentos pelo caminho.

Mais uma vez, estamos diante de escolhas que precisarão ser feitas. Faço uso aqui do verbo precisarão, pois não temos como fugir delas. Mesmo a decisão de não escolha representa uma escolha, não é mesmo? Vale para qualquer situação e também para o plano de ação.

Neste processo, analisaremos as alternativas e faremos escolhas. Responderemos a perguntas como: o que fazer? por que será feito? por quem será feito? como será feito? quando será feito? onde será feito? que recursos serão necessários?  É o famoso 5W2H da sigla em inglês (What, Why, Who, When, Where, How, How Much). Convém ainda pensar: de que forma será feito este acompanhamento?

 Um plano de ação nada mais é do que um exercício de fazer escolhas e de responder a perguntas, na maior parte, para nós mesmos. Há ferramentas sofisticadas para isto, mas na sua essência, é algo muito simples. Na minha opinião, quanto mais simples, mais efetivo, especialmente se vai envolver mais do que uma pessoa. No entanto, seria uma armadilha acharmos que podemos ter o plano apenas na nossa cabeça.

Há um quê de mistério quando trazemos algo do plano invisível dos sonhos e das metas para o mundo da escrita e deste para a ação. Se tudo começa a existir no invisível, é no visível que ele ganha forma. Inicialmente como um projeto, depois como ações objetivas. Somente a ação produz resultados concretos.

São nossas ações que nos trouxeram até aqui. Construímos a nossa carreira, a nossa família, a nossa reputação, o nosso conhecimento, a nossa saúde, a nossa situação financeira, construímos tudo isso, pelas nossas ações. Talvez não tenhamos nos perguntado antes o que queríamos ter construído e que caminho nos levaria lá.  

Como disse o gato na história de Alice no País das Maravilhas, quando ela lhe perguntou algo como: “Sr. Gato, que caminho devo seguir?” “Para onde você quer ir, Alice?”, respondeu o gato. Não sei ainda, disse Alice. E o gato falou: “então qualquer caminho serve”.

E para você, caro leitor? Quais os seus sonhos? Quais as suas metas? Qual o seu plano de ação para chegar lá?

 

 

 

Julio Sampaio

Mentor e Fundador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria

Autor do Livro: O Espírito do Dinheiro (Editora Ponto Vital)

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