Doadores e Tomadores. No final, quem se dá bem?

Vou seguir falando sobre a gratidão, tão importante para a felicidade, que tenho vontade de repetir: sem gratidão não há felicidade. Agradecer por mais um dia de trabalho nos ajuda a ser felizes e a cumprir a nossa missão no dia a dia. O trabalho é um meio importante de fazer isso, assim como o de realizar o nosso propósito, sendo coisas diferentes. Mas isso é outro assunto.

No livro Dar e Receber, de Adam Grant, são apresentadas pesquisas sobre personalidades e comportamentos, classificados pelo autor de doadores, tomadores e compensadores.

A categoria dos doadores, de uma forma resumida, pode ser descrita como aqueles que tendem a doar, a serem úteis, a ajudar as outras pessoas. Ao contrário, os tomadores, como o nome sugere, são os que procuram levar vantagens das situações, puxando sempre a “sardinha para o seu lado”. Por fim, os compensadores são os que estabelecem relações de troca, do tipo “toma lá da cá”. Ninguém é 100% uma coisa ou outra, mas tendemos a ter um predomínio sobre um ou outro perfil.

Ao analisar o desempenho profissional de um grupo de vendedores e de engenheiros em empresas distintas, uma pesquisa apontou que os piores desempenhos eram de pessoas com perfil de doadores. O interessante é que também era o perfil dos que tinham os melhores desempenhos. Ou seja, os doadores tinham os melhores e os piores desempenhos. O que isto poderia sinalizar?

Por outro lado, os tomadores apresentavam os melhores desempenhos no curto prazo, mas no médio e longo prazo, tendiam a ocupar posições apenas medianas, com tendência de declínio. Os compensadores demonstravam desempenho regular, sem muito destaque ou intensas variações. De novo, o que isto significaria para entender a relação entre estes perfis e o sucesso profissional?

Os estudos concluíram que os tomadores, ao adotarem um comportamento centralizado nos seus próprios interesses, levam vantagens iniciais, mas logo perdem a confiança dos demais. Eles geram reações de defesa nos compensadores, e em uma parcela dos doadores. É comum que compensadores vão ainda além, nutrindo um sentimento “justiceiro” de não deixar o tomador ir muito longe, assumindo uma atitude de oposição.

Os compensadores, por sua vez, se não geram este sentimento nas outras pessoas, também não despertam nenhum tipo de sentimento de gratidão. Suas relações são basicamente utilitaristas, como se fossem uma transação comercial de curto prazo. São construídas relações pobres e, ao final, os compensadores não contam com o suporte de uma rede de torcedores.

Os doadores, porém, mostram-se o grupo mais rico e complexo. Além de ter vocação em contribuir, os doadores valorizam o que recebem e nutrem um sentimento de gratidão por quem está oferecendo. Há, no entanto, uma diferença entre os próprios doadores: uma parte deles se situa no topo dos melhores desempenhos; outra, nas últimas posições.

Estes últimos permitem que tomadores levem vantagens e não reajam. Muitas vezes, chegam à exaustão de seus recursos, sejam eles de tempo, de energia, ou de outros tipos. Os seus esforços não se traduzem em resultados.

Mas há um outro tipo de doador. Os que aprendem a se defender de exploradores, mas não deixam de ser doadores, de serem úteis, de contribuir onde estiverem. Geram gratidão e sentem gratidão, criando o ciclo que se retroalimenta. Plantam felicidade e colhem felicidade. Constroem uma forte rede de apoio mútuo. O sucesso vem logo depois. São eles que chegam e permanecem no topo. E você, caro leitor? Se enxerga mais como doador ou tomador?

 

 

 

Julio Sampaio de Andrade

Mentor e Fundador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria

Autor do Livro: O Espírito do Dinheiro (Editora Ponto Vital), dentre outros

Texto publicado no Portal Amazônia

Crédito da imagem: Jornal Ben-Te-Vi

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