Siga o seu Coração

Em 2010, já abatido pelo câncer que acabaria por levá-lo pouco tempo depois, Steve Jobs, em uma entrevista, disse: “você só consegue ligar os pontos, olhando para trás. É preciso acreditar que, de alguma maneira, os pontos vão se conectar no futuro. Por isso, acrescentou Jobs, “você precisa   
acreditar em algo e ter coragem para seguir o seu coração e intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você quer se tornar. Seguir o seu coração, mesmo que isto pareça um caminho estranho para os outros”.  Em 2005, num discurso aos formandos em Stanford, ele já defendera estas mesmas ideias, o que os anos seguintes só fizeram confirmar.

 Ao percorrer o caminho, de transformar sonhos em metas e estes em um plano de ação, teremos algo forte, que surgiu no invisível e ganhará força gradualmente, no seu tempo, não necessariamente no tempo que desejamos. Sabemos que haverá obstáculos. Que outras pessoas poderão, querendo o nosso bem, demonstrar que não é o melhor caminho. “Tenha coragem de seguir o seu coração e a sua intuição”, diria Jobs.

Sabemos que nada que valha a pena lutar pode ser construído sem persistência, sem resiliência. Há outros personagens célebres que se tornaram símbolos disso. É o caso de Nelson Mandela, prisioneiro por inacreditáveis 28 anos, em defesa de um propósito, o de libertar o seu povo. Ele foi eleito presidente da África do Sul, ganhou o prêmio Nobel da Paz e é uma inspiração para pessoas de várias gerações, em todo o mundo.

É também o exemplo de Abraham Lincoln, que se tornou um dos mais importantes presidentes dos EUA, eleito aos 60 anos, depois de inúmeros fracassos empresariais e políticos desde muito cedo. Podemos lembrar ainda de Stephen Hawking, considerado o físico mais brilhante desde Albert Einstein, acometido aos 21 anos de uma doença degenerativa. Terminou a vida aos 75, apenas com o movimento de uma das bochechas, por onde, com a ajuda de computadores, comunicava-se e produzia seus trabalhos.

Viktor Frankl e Edith Eva Eger foram prisioneiros de Auschwitz, não apenas sobreviveram, mas viveram para ensinar a existência de um tipo de força que não imaginamos ter dentro de nós. São os autores respectivamente dos livros “Em Busca do Sentido” e “A Bailarina de Auschwitz”.  Ambos se tornaram psicólogos e professores eméritos. Ele morreu aos 91 anos e Eger, creio que ainda vive, hoje com 92 anos.

Todos eles seguiram o seu coração, tinham uma consciência de missão, um propósito que se tornou maior do que eles e tiveram a resiliência necessária para seguir em frente. Olhando para trás, os pontos podem ser ligados. Há uma sincronicidade em cada história, inclusive, na minha e na sua trajetória.

Como atuo como consultor de empresas e coach de executivos (não diferentes de qualquer pessoa), parte do meu trabalho é ouvir histórias. Cada trajetória de vida é única. Ao mesmo tempo, alguns traços são comuns. Todas são emocionantes. Cada uma delas reflete superações e oportunidades, revestidas de dificuldades. São os nós do bambu, que lhe dão a conhecida força, como nos ensina o filósofo Mokiti Okada.

Como contamos a nossa história? O que podemos perceber de sincronicidades? Como ligamos os pontos até aqui? Olhando para trás, conseguimos entender uma lógica que transcende a nossa compreensão. Podemos inspirar a nós mesmos, fazendo uso de nossas próprias superações.

Aos transformarmos sonhos em metas e trazê-los para um plano de ação, estamos olhando para o presente e para frente. Consciência de missão, criação de um propósito e resiliência serão multiplicadores de forças. E como Jobs nos diria: “Siga o seu coração”.

 

 

Julio Sampaio

Mentor e Fundador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria

Autor do Livro: O Espírito do Dinheiro (Editora Ponto Vital)

Artigo publicado no Portal Amazônia

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